quinta, 26 abril 2018

professores não qualificados em Universidades

Manuel-rego-minedO Ministério da Educação (MINED) afirma que não vai recuar da decisão de encerrar as delegações da Universidade Mussa Bin Bique (UMBB) e do Instituto Superior Alberto Chipande (ISTAC) e apela ao bom senso das instituições visadas no sentido de cumprir a ordem.

 Leccionavam com professores sem qualificações mínima exigidas, bem como em instalações inadequadas e desprovidas de campos de ensaio e laboratórios.

 Esta informação foi revelada, em Maputo, pelo porta-voz do MINED, Manuel Rego, em conferência de imprensa para esclarecer sobre o encerramento de quatro delegações das duas instituições de ensino superior.

Segundo Rego as referidas delegações, que funcionavam sem autorização do MINED, operavam com professores não licenciados, um dos requisitos exigidos para leccionar no ensino superior. Por isso, o encerramento das quatro delegações é a medida mais grave aplicada a infracções deste género.

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Expansão do acesso ao ensino superior com qualidade

O ministro da Educação, Augusto Jone, diz que o Governo moçambicano pretende expandir o acesso a um Ensino Superior capaz de formar os moçambicanos aos mais altos níveis e padrões internacionais de qualidade e relevância e não a qualquer custo.

Segundo Jone, a criação de novas instituições de ensino superior no país deve ser autorizada depois de observado o espirito e letra da legislação vigente sobre a matéria.

O Ministro falava em Maputo, na II Sessão Ordinária do Conselho Nacional do Ensino Superior (CNES).

No encontro de um dia, o CNES vai analisar matérias relativas a este nível de ensino, com destaque para as propostas de criação de cinco novas instituições de ensino superior em Moçambique.

O país conta actualmente com um total de 44 instituições de ensino superior distribuídas por todas as regiões, número que poderá subir para 49, se forem aprovadas as cinco propostas ora em análise.

“Deliberemos em plena consciência de que estamos a formar cidadãos que contribuirão para a consolidação da paz, unidade nacional e democracia, capazes de contribuir para um desenvolvimento sustentável e inclusivo”, disse Jone.

Democracia, Desenvolvimento e Ensino Superior em Moçambique

A Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Unilurio abriu, no passado dia 16 de Abril, um debate sobre Democracia, Desenvolvimento e Ensino Superior em Moçambique. O debate que foi moderado pelo Director da FCA, Prof. Doutor Pompilio Vintuar, contou os oradores Fernando Gonçalves & Salomão Moyana e a presença de estudantes, docentes e membros do Governo distrital de Sanga.

Para Fernando Gonçalves, a Democracia é uma integração de vários factores, entre eles a liberdade de os cidadãos pensarem de forma livre e expressarem os seus pensamentos. A democracia se relaciona com o desenvolvimento no momento que existe uma interdependência entre ambos, ou seja, não pode haver desenvolvimento sem democracia. Em gesto de exemplo, Gonçalves explica que países que optaram pela via da democracia apresentam, actualmente, um nível de desenvolvimento extremamente alto quando comparados com os outros países.

Há valores e princípios da democracia que são comuns e imutáveis em modelos de democracia existentes em várias partes do mundo. São eles:

1. A liberdade de escolha dos dirigentes;
2. Liberdade de pensamento e de expressão.

E qual a relação entre a Democracia, Desenvolvimento e Ensino Superior? Para Gonçalves, o ensino Superior alimenta a democracia e esta por sua vez fomenta o desenvolvimento.

Entre Democracia, Desenvolvimento e Ensino Superior não há níveis de hierarquia. Ou seja, nenhum desses três elementos deve ser considerado relevante ou primário relativamente ao outro.

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